quarta-feira, 13 de julho de 2011

Os Homens são de Marte...

Oi Meninas tudo bem?
Hoje o blog tem como tema a clássica guerra dos sexos.
Essa semana tava dando uma olhada no Blog da e vi um post dela sobre as coisas de casa.
E pensei: Gente preciso compartilhar minha experiência com o mundo todo!


Casei a 10 meses. Meu marido é um cara muito legal. No primeiro mês a gente tava arrumando tudo pra casa ficar direitinha e até aí tudo bem... O problema começa qdo o mínimo pra se viver dignamente está no lugar rsrsrs
Eu trabalho de 11 as 20h. Ele de 16 as 22h. Ou seja, ele fica mais tempo em casa do que eu, mas como ele trabalhava aos domingos (pela manhã) eu aproveitava e arrumava a casa nesse horário, e ficava tudo certo.
Então, ele parou de trabalhar aos domingos. E passei a perceber que eu estava sempre muito cansada e de mal humor. Parei e fui prestar atenção.
Eu trabalhava, lavava, passava, cozinhava, limpava tudo e 10 min depois ele chegava e minha sala parecia um campo de guerra.... Muito brochante isso... Parecia que o Furacão Catrina tinha passado por lá!
Então começamos a brigar, porque ele não via a necessidade de arrumar do jeito que eu vejo. E isso deve ser cósmico, ou sei lá o que...rsrs
A casa parecia um pardieiro, cueca pelo chão, meia suja no mármore da janela, calça no sofá. O armário dele era melhor nem abrir rsrsrs. Tivemos algumas conversas pra tentar melhorar, pq ele tem 37 anos, não posso pensar que em alguns meses tudo vai ser diferente... Alguns tratamentos de choque, tipo: roupa só lavo o que está no cesto de roupa suja.
Um dia ele me disse, pra que arrumar a cama, a gente vai dormir de novo mais tarde, pra que lavar a janela, vai sujar de novo...
Perguntem agora o que eu fiz! Qdo ele ia entrar no banheiro, eu entrei primeiro e tirei o papel higiênico. Assim depois de alguns minutos, ele me pediu que pegasse o papel. E eu respondi: - Pra que limpar? Você não vai usar amanhã de novo? (rsrsrsrrs)
Neste dia, ele começou a entender melhor a necessidade de limpeza (kkkkkkkkk)

Queria deixae bem claro que eu também não gosto dos serviços de casa, mas tudo tem que ser feito! O que me chateia é que ninguém me pede pra lavar roupa, e eu lavo. Ninguém me fala pra fazer comida todo dia, e eu faço. Ninguém me manda trocar lençol e toalha, e eu troco! Então me digam: como pode eles quererem fazer "no tempo deles", e isso quer dizer não lavar a louça até o dia seguinte... A casa tem uma dinâmica própria e a gente tem que entrar nessa roda.

Depois de longa conversa decidimos que arrumaríamos a casa juntos, pra ele ver quanto tempo se gasta arrumando tudo. E pedi a ele que fizesse por mim, que arrumasse as coisas como um mimo pra mim, pra me dar mais tempo livre, pra gente ficar mais tempo juntos. Eu cuido da casa, cuido dele e fico por último. Quero que ele cuide de mim tb. Quero ser cuidada. Quero ver que ele fez determinada coisa pra me poupar. Pra que sobre tempo pra eu cuidar de mim. Até mesmo que sobre tempo pra gente ficar junto.
Como bem disse a Camila do Desabapho, nesse post Aqui.

E assim nós fazemos, todo fim de semana... Ele ainda não enxerga o que deve-se fazer, mas agora ele compreende que o trabalho doméstico é cansativo, e longo, e principalmente necessário.
Meninas, esqueçam de tentar fazer seu companheiro perceber que a casa precisa de limpeza/arrumação. Eles não percebem a coisa assim. O jeito é ir delegando tarefas, até que virem hábito. Temos que nos adaptar, afinal defeitos nós também temos.

Depois de uma dia mt mal com esse problema, conversei com a minha chefe. E ela como uma mulher mais vivida e sábia me pediu que tivesse paciência e tato pra fazê-lo compreender que é necessária certa arrumação, e, que eu deveria também relaxar um pouco mais.

Num sábado, abro meu email e vejo um poema enviado pela minha chefe. Li e entendi. Então compartilho com vocês.
Bjocas
Casa arrumada à moda drummondiana

Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação
e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso,
pelo abuso das refeições fartas,
que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra
e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma
pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias…
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar.
Carlos Drummond de Andrade

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